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Bexiga Hiperativa não neurogênica e a estimulação elétrica nervosa

Você já deve ter ouvido falar da Bexiga Hiperativa, que é uma disfunção complexa caracterizada pelo sintoma de urgência, que pode ou não vir associado ao aumento da frequência urinária, noctúria (acordar a noite para urinar) e que também pode estar associada à incontinência urinária, condição que impacta muito a qualidade de vida dos indivíduos que sofrem com essa disfunção.

Mas afinal, como ocorre o tratamento da Bexiga Hiperativa?

Se é um problema que afeta qualidade de vida dos pacientes a busca por um tratamento eficaz e menos invasivo é de interesse de todos os profissionais que trilham este caminho. O principal tratamento para quem sofre com a Bexiga Hiperativa é a terapia comportamental, uma segunda opção é o tratamento farmacológico, mas que pode causar efeitos colaterais.

Atualmente, é recomendado o uso da neuroestimulação como opção de tratamento alternativo para a Bexiga Hiperativa, principalmente se o tratamento convencional falhar ou se os medicamentos não forem tolerados. Mas, o mecanismo que explica por que a neuroestimilação é eficaz no tratamento da Bexiga Hiperativa não é totalmente compreendido.

Protocolos de Neuroestimulação para o tratamento da Bexiga Hiperativa:

No estudo“The effectiveness of different electrical nerve stimulation protocols for treating adults with non-neurogenic overactive bladder: a systematic review and meta-analysis” (ZAMBOKOWSKI, K, et all, 2022) ;foi feita uma revisão sistemática com meta-análise sobre a eficácia de diferentes protocolos de neuroestimulação para o tratamento de sintomas urinários e melhora da qualidade de vida em adultos diagnosticados com Bexiga Hiperativa não neurogênica. O principal desfecho foi sintomas urinários (frequência, noctúria e urgência) e o desfecho secundário foi a qualidade de vida. Algumas características do protocolo foram extraídas, como a frequência, duração de pulso, amplitude, tempo de intervenção e colocação de eletrodos. Algumas evidências preliminares mostram que a neuroestimulação é uma intervenção segura e econômica para reduzir os sintomas urinários e melhorar a qualidade de vida a longo prazo.

Os protocolos de neuroestimulação para o tratamento da Bexiga Hiperativa podem ser transcutâneos, com três possíveis regiões de colocação dos eletrodos de superfície: sobre o sacro na região das raízes nervosas sacrais, sobre o nervo tibial no tornozelo ou intravaginal. Também pode ser percutânea, com eletrodos de agulha inseridos próximo ao nervo tibial.


Qual foi o resultado do estudo?

Na revisão sistemática foi levado em conta 9 ensaios clínicos randomizados. As publicações entre 2011 e 2020 avaliaram 464 indivíduos no total.

• Três dos estudos compararam a neuroestimulação intravaginal com a tibial quanto à frequência urinária e noctúria e não foram encontradas diferenças significativas.

• Dois estudos compararam a neuroestimulação tibial transcutânea com a percutânea. Não foram encontradas diferenças significativas para urgência, frequência urinária e incontinência de urgência.

• Outros três estudos compararam a neuroestimulação do nervo sacral com o nervo tibial posterior. Um deles teve qualidade metodológica razoável e observou que a estimulação simultânea do nervo sacral e tibial foi mais eficaz no alívio dos sintomas da BH em comparação com a estimulação do nervo sacral ou tibial isoladamente.

• Por fim, dois estudos avaliaram a incontinência de urgência após estimulação do nervo sacral ou tibial e encontraram melhores resultados para estimulação do nervo tibial do que sacral. Esse resultado pode ser explicado porque o nervo tibial é mais superficial que as raízes sacrais. Em relação à frequência urinária, não foram encontradas diferenças.


Qualidade de vida em primeiro lugar!

Não existe um consenso dos parâmetros de intervenção. Os achados são inconclusivos quanto ao melhor protocolo, considerando a frequência, duração de pulso e amplitude da corrente.

Essa presente revisão mostrou algumas evidências para o uso de neuroestimulação do tibial com uma frequência de 20 Hz, duração de pulso de 200 μs, uma vez por semana para tratar a incontinência de urgência em pacientes com Bexiga Hiperativa não neurogênica.

A qualidade de vida é um fator que deve ser sempre levado em conta quando o assunto são as disfunções urinárias. Os resultados da revisão sistemática devem ser interpretados com cautela, pois a maioria dos estudos apresentou falhas em suas metodologias importantes. 

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REF:
Zomkowski K, Kammers I, Back BBH, Moreira GM, Sonza A, Sacomori C, Sperandio FF. The effectiveness of different electrical nerve stimulation protocols for treating adults with non-neurogenic overactive bladder: a systematic review and meta-analysis. Int Urogynecol J. 2022 May;33(5):1045-1058. doi: 10.1007/s00192-022-05088-7. Epub 2022 Feb 4. PMID: 35119495.
Revisão Sistemática